quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O que Aldous Huxley e George Orwell podem nos ensinar sobre a sociedade do "futuro"



Quem já leu algo distópico, sabe que em alguma obra sempre encontraremos críticas à sociedade atual: como a trilogia Jogos Vorazes (leia tudo sobre a série aqui), que crítica a sociedade atual como se nós fossemos a Capital (e somos mesmo) ou Battle Royalle (já resenhei ele aqui), que através de muita carnificina mostra sobre como cada um perde a razão diante da realidade imposta, isto é, aceitar ou não a participar do Programa, quando a verdadeira natureza do ser humano desperta diante das ameças, pressão e do medo, provando que sim, podemos ser cruel com nossos semelhantes... 

Outros, como Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley e 1984 de George Orwell, são obras escritas à mais de 50 anos e que assustam por mostrar como a nossa atual sociedade é (ou seria na concepção de cada um), sendo na minha opinião uma mistura de ambas. (as resenhas podem ser lidas respectivamente aqui e aqui)

O canal Cabine Literária compartilhou há um tempo atrás em sua página do facebook (do original Alkaisers) uma série de imagens que trazem alguns dos principais conceitos defendidos por cada obra. 

Post com imagens

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Resenha Parceira: O Livro Secreto de Dante - O Mistério da Divina Comédia


O Livro Secreto de Dante: O Mistério da Divina Comédia - Francesco Fioretti - 2012 - 256 páginas - Generale

Dante morreu realmente em Ravena, por causa da malária, como todos pensam, ou alguém teria motivos para desejar sua morte e, com ela, o desaparecimento de um segredo?
Atormentados por essa dúvida, a filha do poeta, Irmã Beatrice, um ex-templário chamado Bernard e um médico, Giovanni de Lucca, iniciam uma dupla investigação para esclarecer o que havia acontecido. Tentam com dificuldade decifrar uma mensagem codificada deixada por Dante em nova folhas de pergaminho e, ao mesmo tempo, começam a seguir pistas de seus prováveis assassinos, descobrindo que muitas pessoas nutriam uma profunda antipatia pelo poeta.
Não será nada fácil encontrar a chave do segredo escondido em A Divina Comédia e descobrir quem teria interesse em impedir o poeta de terminar sua obra. E por que Dante teria decidido esconder com tanto cuidado os últimos treze contos do Paraíso? Teoremas requintados, intrigas complicadas e verdades a serem descobertas se escondem entre os versos das três partes do poema, como a identidade de Veltro, o anúncio da chegada de um misterioso vingador... No pano de fundo histórico da crise política e econômica do século XIV, O Livro Secreto de Dante entrelaça fatos reais e personagens de ficção, tecendo intrigas cheias de mistério e dúvidas intrigantes.

Aquele livro que me fez desistir no meio da história e que eu voltei a leitura para terminá-lo. Uma fênix que volta das cinzas


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Desculpe o transtorno, mas preciso falar sobre ser blogueira



Não, não é resenha ou promoção do filme. O título que caiu bem para a ocasião


Eu não comecei o Naty in Wonderland por dinheiro. Foi mais por curiosidade, influência mesmo (sabe a revista Neo Tokyo? Então, a Valéria Fernades escrevia por lá e ela tem um blog também, o Shoujo Café, então...). Foi naquela época que havia blogs bons, sem a concorrência de conseguir parcerias, de lucro. Do tempo em que (acredito eu) as pessoas postavam pelo simples prazer de postar - não que isso não exista hoje. Alguns se foram. Outros estão indo (estou nessa também?). Até o grupo ROTAROOTS, que criava temas de tags e postagem coletiva se foi. E a minha motivação está indo também. São os problemas familiares que atrapalham, ser despedida de repente daquele emprego que por mais rotineiro que possa ser acabou se tornando parte da minha vida (de segunda á sábado por quase quatro anos, da comodidade de poder ver as revistas quando chegam, de ver se vale a pena comprar e ler aquele quadrinho estranho, da inspiração que vinha no meio de um encalhe), da preguiça, da falta da vontade de ler, da tendinite que atrapalha bastante na hora de escrever um post novo (seja rascunhando num caderno ou no texto final), dos problemas familiares que estão foda (eu sei que já citei isso, mas estou tão de saco cheio que pode ser que ele apareça por aqui outras vezes), de ler algo com aquela pressão de ter que escrever sobre ele (mesmo que não haja nada pra falar), de fazer parte de uma sociedade onde quantidade vale mais do que qualidade, enfim, de tudo.

Eu poderia continuar aqui citando os motivos pelos quais eu deixei o blog abandonado por tanto tempo (dois meses inteiros mais um pouquinho), mas a questão é bem mais funda. O sentido vai se perdendo e as crises vão aparecendo. Queria deixar o blog de férias, e voltar, cheia de assunto, cheia de textos, mas o que adianta eu fazer uma promessa que talvez eu mesma não consiga cumprir? Parei um desafio literário, o I Dare You 2.0 quase no fim, isso porque eu simplesmente me desmotivei - chegou uma hora que eu queria ler um livro e não podia porque ele não se encaixava na p... do desafio. Como? Com os problemas que a vida lhe dá, os problemas que os outros criam e que te afetam diretamente, os problemas dos outros que nos fazem sofrer por eles. É, tá foda!

Infelizmente, eu tenho contas à prestar a Generale, editora que gentilmente me convidou para ser um blog parceiro (isso se se eu não estragar tudo). Eu já tenho uma resenha escrita (basta transcrever pra cá), mas devido à carga de problemas, nem ler eu ando com vontade. Só para vocês terem ideia, em janeiro eu terminei de ler dois livros que comecei a ler em 2016: Tarkin, que comecei em dezembro; O Livro Secreto de Dante: O Mistério da Divina Comédia eu comecei em novembro (justamente na época que eu fiquei de aviso prévio estava na metade do livro), por consequência acabei abandonando sua leitura para ser retomada somente agora, em janeiro. É, a coisa tá feia.

E para ajudar, minha criatividade se foi. As ideias dos últimos posts vieram quando eu estava trabalhando. Estando há quase dois meses em casa, eu simplesmente não tive nenhum momento eureka, que me fizesse ter vontade de rascunhar algo (e a tendinite não ajuda em nada). Contudo, eu venho fazendo mini-posts na fanpage do blog no facebook, então sintam-se a vontade de curtir a página e acompanhar as novidades por lá.


Não pretendo fechar o blog (ainda). Deletar o Naty in Wonderland, nunca. Agora, postar constantemente vai ser mais difícil, e não vou prometer nada que eu não consiga cumprir, mas irei fazer o possível para atualizar esse cafofo de vez em quando - e o pc estar num quarto junto com o meu irmão não ajuda em nada.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Black Friday Generale: descontos de até 70%

 Editora Évora


A Black Friday chegou também para os leitores da Editora Évora, que está oferecendo descontos de até 70% desde hoje, 24/11 até o dia 30/11; Os títulos que estarão participando da Black Friday são dos três selos da Editora: Évora (livros técnicos), Generale e Folia das Letras (literatura infantil).

E para ajudar ainda mais os leitores, nas compras acima de R$100,00, o pagamento pode ser feito em até 3x sem juros. Não perca!

Se está em dúvida de qual livro comprar, que tal ler as resenhas da editora já publicados aqui? CLIQUE e confira 


Generale é um selo da Editora Évora para livros de comportamento, interesse geral, ficção, não-ficção, esportes e biografias.

 Editora Évora
Clique na foto para ir ao site. Boas compras!

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Preciso falar sobre... preços dos e-books e a praticidade de baixar livros de graça



Porque eles são caros, ah isso são!!!


Eu tenho um leitor digital, um e-reader que atende pelo nome de Kobo Glo (da Livraria Cultura), há o quê? Uns dois anos? Confesso que não utilizei ele (ainda e talvez nem venha a utiliza-lo) da maneira que gostaria. Ok, os livros estão as disposição de alguns cliques (e a Cultura é legal e aceita pagamento em débito). Alguns (os mais duvidosos) ficam disponíveis de grátis. E tem aqueles que você baixa e pronto, igual a músicas por aí.

Se bem que o negócio da coisa toda é aquele, o livro digital (e-book) simplesmente não pegou. Não foi como a música digital ou a internet nas nossas vidas. Coisas que líamos a um tempo atrás hoje não fazem tanto sentido, como "o livro físico vai morrer" - o que, aliás, ele anda bem vivo -, bem diferente da música digital e o CD - com exceções é claro. Cada mídia meio que se adaptou e pode ser que logo, logo as revistas e jornais deixem de ser impressos para serem totalmente digitais - o que já vem acontecendo à algum tempo e tem se agravando com a situação econômica atual do país, como a revista Capricho, que a Editora Abril deixou de imprimir à cerca de um ano atrás.

A questão aqui são os e-books, então vamos voltar para eles. Outro dia eu fiquei com vontade de ler Férias! da Marian Keyes e na impossibilidade de comprar o livro físico resolvi partir para o e-book (uma vez que eu comecei a ler essa série no Kobo Glo), justamente por causa do custo benefício. Tal qual foi a minha surpresa quando eu vi que o preço do e-book estava o mesmo do livro num Sebo próximo de onde eu trabalho (dependendo da época que você ler o post, trabalhava). E aí eu pergunto: qual a vantagem de eu comprar o e-book sendo que pelo preço que estava (acho que uns 25 temers) eu poderia comprar o livro físico pelo mesmo preço num sebo ou pagar um pouco mais e comprar um novinho? A resposta é: baixei clandestinamente.

Em diversas pesquisas feitas por mim mesma, constatei que vale mais a pena pagar uns 10 temers à mais e comprar na edição impressa do que o e-book (isso porque no site da Cultura, o prazo de entrega dos livros digitais é de 15 minutos após a aprovação da compra) - a não ser que apareça promoções como "Clube da Luta" por 9,90 ou "Sob a Redoma" por 14,90 (que sofro até hoje por não ter os poderes na época e não ter aproveitado tais ofertas).

O mercado digital de livros é sim promissor, ainda mais com a popularização dos e-readers (o Kobo encontra-se esgotado na Livraria Cultura, de acordo com o site PublishNews e se não me engano, parece que o Ponto Frio agora vende o Kindle, da Amazon). Falo de popularização, porque outro dia no metrô eu vi uns dois ou três leitores com um e-reader, o quê, considerando o investimento é bastante coisa. Aliás, talvez esse seja o empecilho. O primeiro contato dos e-books de vários leitores se deve através da leitura feita em smartphone, tablet e computador - que não tem uma tela própria para isso e acaba cansando bastante a vista, e investir uns 300,00 à 400,00 temers só para ler livros não é lá o sonho de muitas pessoas. E vocês sabem da onde vem esses e-books né?

Que atire a primeira pedra quem nunca baixou algo "ilegal" da internet, tais como músicas, filmes, seriados e os livros. Antes que venham tacar pedras em mim, eu não sou santa (apesar de ser bem certinha e por isso talvez eu me sinta mal por baixar um livro, por causa dos direitos autorais e tals, mesmo que eu não tenha tanta empatia pelas outras mídias com direitos autorais - mas sabe como que é né? Escritores ganham bem pouco). Aliás, eu gosto bastante de baixar os "grátis" que a editora Harlequin vira e mexe disponibiliza na web, ou aqueles duvidosos que a Livraria Cultura disponibiliza também. Sem contar também que esses "ilegais" trazem aquela coisa da tradução e revisão de procedência duvidosa.

Enfim, creio que os e-books terão sim seu lugar ao sol em algum momento do futuro, seja elas por questão de espaço (penso seriamente em adquirir a serie Outlander via e-book) ou pela simplicidade. Mas este dia não sera hoje. Leitores das antigas (tipo eu, você, sua mãe, seu pai) ainda preferem livros impressos, porque eles têm cheiro, textura e outras coisas a mais, enquanto os da nova geração (essas crianças que eu tenho medo de vê-las crescidas), que provavelmente já nascem tirando selfie, talvez venham a preferir os meios de leitura digitais. Quem aqui prefere ouvir no Spotify ao comprar algum CD? Ler sites de notícias ao invés do jornal impresso, com papel de jornal? Talvez com os livros aconteça a mesma coisa.


Pensem e reflitam!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Resenha: Confissões On-Line: Bastidores da minha vida virtual


Confissões On-Line: Bastidores da minha vida virtual - Iris Figueiredo - 2014 - 240 páginas - Generale (Évora)

Prudência é uma características que só consta no sobrenome de Mariana Prudente. A menina viu sua vida mudar de cabeça para baixo em poucos meses: perdeu a popularidade, o namorado, a melhor amiga e o grande sonho de fazer um intercâmbio.
Mariana vê seu nome rabiscado nas cabines do banheiro da escola e escuta fofocas sobre ela pelos corredores do colégio e fica sem rumo. O vestibular se aproxima, sua irmã está enlouquecida por causa do casamento marcado, e tudo que ela quer é não pirar enquanto suporta os últimos meses no ensino médio.
Sem lugar para desabafar, Mari vê no ambiente virtual uma chance de descarregar todas as angústias do mundo off-line, criando o vlog Marinando. Com sua banda preferida como trilha sonora, ela conta com a ajuda de Arthur e Carina para mergulhar no mundo virtual e esquecer os problemas do mundo real. Com uma câmera na mão e alguns vídeos na internet, Mariana Prudente vê sua vida mudar mais uma vez, pois chegou a hora de sair dos bastidores e ser protagonista novamente.


Um livro atual e leve de se ler



sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Resenha: Admirável Mundo Novo


Grandes Nomes da Literatura (Vol.03) - Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley - 256 páginas - Folha de São Paulo

Você já sentiu um gosto de vida controlada em nome do bem social? Já sentiu que o mundo a sua volta parece uma gaiola de felicidade? Ou um manual da vida perfeita?
Num mundo desses, todos deveriam ler Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley (1894 - 1963). Membro de uma família de elite britânica, envolvida com discussões que iam da teologia ao darwinismo, Huxley inventou esse mundo admirável para denunciar o risco das utopias (o sonho de mundo perfeito).
Sua distopia (o contrário de utopia) descreve um futuro horrível fruto de uma utopia que deu errado. Essa utopia é o projeto utilitário. O utilitarismo é a escola ética de maior impacto. No mundo contemporâneo, pois elegeu como princípio maior da vida a eliminação do sofrimento e a otimização do bem - estar. Sempre preocupados com a administração pública, os utilitaristas imaginaram um mundo sem contradições. Por isso, em nome da felicidade, sacrificariam a liberdade. Bem-vindos ao nosso mundo.
Luiz Felipe PondéColunista da Folha

A utopia que deu errado



segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Minha playlist atual # Johnny Hollow, Melanie Martinez, Halsey, Oasis



Continuando a desvendar o Spotify - porque uma banda leva a outra e por aí vai - esse mês rolou umas coisinhas, desde j-rock - que é bastante escasso por lá, infelizmente -, continuando na peregrinação pela steampunk music, passando pelo indie rock de uma participante do The Voice americano, com uma pequena pausa numa música-tema de filme, e por fim na trilha sonora quase que perfeita para um livro


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